Da redação
Kevin Warsh assumiu a presidência do Federal Reserve nesta terça-feira, em cerimônia na Casa Branca, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Warsh, de 56 anos, foi escolhido por Trump para substituir Jerome Powell, com o objetivo de orientar o banco central americano para reformas.
Durante a posse, Warsh declarou que irá comandar “um Federal Reserve orientado para as reformas, aprendendo com erros e acertos do passado, deixando para trás marcos e modelos estatísticos e mantendo padrões claros de integridade e desempenho”. Trump afirmou esperar total independência de Warsh, dizendo que deseja que “simplesmente faça um grande trabalho”.
Warsh retorna ao Fed duas décadas após ter sido nomeado governador, em 2006, então com 35 anos. Segundo o pesquisador David Wessel, da Brookings Institution, durante esse período Warsh “criticou duramente” a atuação do banco central. “Agora, terá que ganhar a confiança das equipes e do restante dos diretores monetários para implementar seu programa”, avaliou Wessel.
O novo presidente do Fed responde à oposição democrata, que o considera “marionete de Trump”, dizendo ao Senado que vai manter a política monetária “estritamente independente”. Warsh garantiu ainda que não recebeu orientações para baixar juros e que “nunca” teria aceitado se comprometer com isso.
Uma das principais propostas é reduzir o volume de ativos do Federal Reserve nos mercados financeiros. Com perfil associado ao combate à inflação, Warsh enfrentou desconfiança de analistas, que avaliam possível mudança de postura. Ele sucedeu Powell, que permanece na instituição como membro da junta de governadores.
Antes da experiência no Fed, Warsh foi banqueiro no Morgan Stanley e assessor de política econômica do governo de George W. Bush. Ele colaborou com Ben Bernanke durante a crise de 2008, desempenhando papel de mediador com os mercados. Warsh estudou em Stanford e Harvard e é casado com Jane Lauder, da família Estée Lauder.






