Da redação do Conectado ao Poder
Parceria vai ampliar o acesso ao legado do urbanista responsável pelo Plano Piloto de Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Casa da Arquitectura de Portugal firmaram um acordo de cooperação para digitalizar e compartilhar o acervo de Lucio Costa, arquiteto responsável pelo projeto urbanístico de Brasília. A iniciativa visa preservar e democratizar o acesso a mais de 3 mil documentos históricos, incluindo plantas, esboços, correspondências e fotografias, garantindo que a memória do urbanista permaneça viva para as futuras gerações.
A assinatura do acordo ocorreu no gabinete do governador Ibaneis Rocha e contou com a presença da ministra da Cultura de Portugal, Dalila Rodrigues, do diretor-executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio, e de Julieta Sobral, neta de Lucio Costa. Durante o evento, o governador destacou a importância da parceria para a valorização da história de Brasília. “Estamos garantindo que esse acervo, fundamental para a construção da nossa cidade, esteja acessível para pesquisadores e admiradores da arquitetura em todo o mundo”, afirmou.
O superintendente do Arquivo Público do DF, Adalberto Scigliano, explicou que o intercâmbio entre Brasil e Portugal permitirá a unificação de documentos que estavam divididos entre os dois países. “Há três anos iniciamos conversas para reunir esse material, que se complementa. Com essa parceria, conseguimos oferecer um acervo ainda mais completo sobre Lucio Costa, um dos maiores nomes da arquitetura mundial”, destacou. Além da digitalização, a colaboração entre as instituições prevê exposições e atividades acadêmicas para divulgar ainda mais o legado do urbanista.
Para Nuno Sampaio, o compartilhamento do acervo é um passo essencial para a preservação da memória de Brasília. “Temos registros valiosos, como um depoimento de mais de duas horas de Lucio Costa sobre o projeto da capital. A ideia é que esse material esteja ao alcance de todos, permitindo novas pesquisas e interpretações sobre a construção da cidade”, explicou. Já a neta do urbanista, Julieta Sobral, celebrou o acordo como um avanço na difusão do trabalho de seu avô. “Estamos construindo pontes entre países e preservando uma memória que pertence ao mundo”, afirmou.





