Da redação
O uso do corredor por motociclistas segue regulamentação específica no Brasil. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, pilotar pelo espaço entre as faixas não é proibido, desde que sejam respeitadas as normas de segurança estabelecidas. A prática é comum, principalmente em grandes cidades, e gera debate sobre riscos e responsabilidades.
Em ambientes urbanos, corredores são frequentemente usados para que motos avancem mesmo quando há congestionamento, o que pode acelerar o deslocamento desses veículos. No entanto, a manobra exige atenção redobrada dos pilotos e dos motoristas dos demais veículos, já que acidentes nesse contexto costumam envolver colisões laterais.
Entre os riscos apontados, especialistas destacam a possibilidade de abertura repentina de portas, mudanças de faixa inesperadas e baixa visibilidade, situações que podem provocar acidentes graves. Para aumentar a segurança, recomenda-se velocidade reduzida e o uso de equipamentos de proteção individual, como capacete, luvas e jaqueta apropriada.
No que diz respeito à legislação, o artigo 56 do Código de Trânsito Brasileiro prevê que circular entre veículos pode ser considerado infração se houver comportamento perigoso ou desrespeito às regras de trânsito. Autoridades orientam motoristas a utilizar setas, olhar retrovisores e manter atenção constante às motos no trânsito.
Segundo especialistas em trânsito, a responsabilidade é compartilhada entre motociclistas e condutores de automóveis. O respeito aos limites de velocidade, atenção a pontos cegos e sinalização prévia de manobras são considerados essenciais para prevenir acidentes envolvendo motos em corredores.
Levantamentos recentes apontam que grande parte dos acidentes envolvendo motociclistas ocorre em trechos urbanos congestionados, principalmente durante horários de pico. O uso dos corredores não só aumenta o risco de colisões, como também desafia as autoridades a aprimorar a fiscalização e as campanhas de conscientização sobre a convivência segura nas vias.







