Da redação
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) finalizou, sem detectar novos focos da doença, o Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico em Goiás. A operação mobilizou 61 fiscais estaduais, que inspecionaram 82 propriedades comerciais de citros em 55 municípios, além de 40 áreas não comerciais e 11 viveiros comerciais, entre outubro e dezembro de 2023.
Segundo o presidente em substituição da Agrodefesa, Rafael Vieira, o monitoramento é crucial para preservar a qualidade da produção agrícola goiana. “Realizamos um trabalho contínuo junto aos produtores para evitar a disseminação de pragas. Manter a sanidade vegetal é essencial para fortalecer a economia do estado e proteger a citricultura”, afirmou.
Durante as inspeções, todos os 11 viveiros comerciais de citros nos municípios de Anápolis, Goiânia, Goianira, Goiatuba e Itaberaí foram avaliados. Dez amostras suspeitas foram encaminhadas para análise laboratorial e todas testaram negativo para a bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro cítrico.
O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, ressaltou que a Agência inspeciona mais áreas do que o exigido pela legislação federal, ampliando a segurança fitossanitária. Ele alerta para a importância de comprar mudas apenas de estabelecimentos cadastrados junto à Agrodefesa e ao Mapa, já que o comércio ambulante e viveiros a céu aberto são proibidos e facilitam a disseminação da praga.
Os primeiros focos de cancro cítrico em Goiás foram registrados em 2018 em áreas não comerciais, e em 2020 em área comercial. O estado possui 582 propriedades comerciais de citros, localizadas em 98 municípios e divididas em três status fitossanitários: Área Sob Erradicação, Área sob Sistema de Mitigação de Riscos (SMR) e Área Sem Ocorrência.







