Da redação do Conectado ao Poder
Ministro da Justiça afirma que transferência de líderes de facções para presídio federal no DF não representa ameaça à segurança da capital

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta segunda-feira (19) que a transferência de líderes de facções criminosas para a Penitenciária Federal em Brasília não deve provocar aumento nos índices de violência no Distrito Federal. A declaração foi feita durante entrevista coletiva convocada para esclarecer detalhes da prisão de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Tuta foi capturado na última sexta-feira (16) em uma operação internacional que envolveu a Polícia Federal, a Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (Felcc), da Bolívia, e a Interpol. Neste domingo (18), ele foi transferido para a unidade federal de Brasília, onde já está custodiado outro líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Diante de questionamentos sobre os impactos da chegada de presos de alta periculosidade na capital federal, Lewandowski explicou que o sistema penitenciário federal opera com rígido controle e que esses detentos são frequentemente realocados justamente para impedir que articulem redes criminosas nos estados onde atuavam. “Essas movimentações não implicam, por si só, em aumento da criminalidade”, garantiu.
Segundo o ministro, os presídios federais são estruturados para isolar lideranças e evitar a comunicação com o mundo exterior. “Esses presos não têm contato com a população local nem com outros internos do sistema comum. O modelo foi justamente criado para conter o poder das facções”, acrescentou Lewandowski.




