Da redação
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou nesta terça-feira, 26, que países da região não servirão mais como plataformas seguras para bases dos Estados Unidos. O pronunciamento ocorreu em Teerã, durante comunicado transmitido pela televisão estatal, motivado pela festividade muçulmana do Sacrifício.
Khamenei afirmou que “as engrenagens do tempo não voltarão atrás e que os países da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”. Desde março, ele não realiza aparições públicas após assumir o comando do país, sucedendo seu pai, Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro no início da ofensiva de Israel e Estados Unidos.
No mesmo discurso, o líder iraniano destacou que os Estados Unidos estão, segundo ele, “perdendo influência no Golfo, afastando-se a cada dia que passa do status que tinham”. O comunicado foi divulgado em um contexto de negociações entre Irã e Estados Unidos para tentar pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, que se espalhou por toda a região.
Apesar dessas tratativas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que Teerã e Washington chegaram a entendimentos sobre vários pontos, mas ressaltou que um acordo ainda não está próximo. Um cessar-fogo frágil permanece vigente desde 8 de abril.
Na terça-feira, a Guarda Revolucionária iraniana declarou ter derrubado um drone americano e disparado contra outras aeronaves que teriam tentado entrar no espaço aéreo do Irã, sem detalhar datas exatas dos incidentes. A corporação emitiu um alerta sobre possíveis violações do cessar-fogo por parte das forças dos Estados Unidos.
Na segunda-feira, o Comando Central dos Estados Unidos informou que suas tropas atacaram pontos de lançamento de mísseis no sul do Irã e embarcações envolvidas em instalação de minas, apesar do cessar-fogo em vigor. A imprensa estatal iraniana noticiou explosões em Bandar Abbas, sem confirmação oficial da autoria. Mojtaba Khamenei, de 56 anos, assumiu a liderança do país após a morte de seu pai nos primeiros ataques de 28 de fevereiro.






