Início Política Republicanos marca convenção para terça e deve recusar aliança com Flávio Bolsonaro

Republicanos marca convenção para terça e deve recusar aliança com Flávio Bolsonaro

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Da redação

O Republicanos marcou sua convenção para terça-feira (4) e, segundo três parlamentares da cúpula do partido e dois dirigentes nacionais, deve rejeitar uma aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), está finalizando consulta aos diretórios estaduais, com maioria inclinada à neutralidade na eleição presidencial. Apenas em São Paulo, sob liderança do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), há defesa pela coligação com o PL.

O Progressistas (PP) também confirmou que não apoiará Flávio. De acordo com integrantes do PP, os diretórios estaduais foram liberados para optar pelo candidato com maior aderência à realidade local, tendência que fará a maioria dos parlamentares no Nordeste apoiar Lula (PT), enquanto no Sul, Sudeste e Centro-Oeste a preferência será por Flávio. Segundo dirigentes do Republicanos, a sigla pode adotar posição semelhante, permitindo a cada estado decidir seu apoio, visando ampliar a bancada federal em outubro.

A perda de apoio ocorre em meio à diminuição da força de Flávio Bolsonaro após revelação de que teria pedido e recebido dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, fato que teria reduzido a viabilidade de aliança, conforme dois dirigentes da sigla. Flávio afirma que os valores foram destinados exclusivamente à produção de um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Pesquisas internas do Republicanos indicam que o episódio enfraqueceu a candidatura, vista antes como competitiva.

Dirigentes do Republicanos relatam insatisfações com o PL, como o vazamento sobre suposta negociação de vaga no Supremo Tribunal Federal e persistência em filiar Tarcísio de Freitas. Há também críticas do grupo de Bolsonaro, que chamou o Republicanos de “partido de esquerda” em 2023. No Maranhão, o deputado federal Aluísio Mendes declarou neutralidade por discordâncias com o PL estadual, enquanto no Mato Grosso do Sul o apoio a Flávio foi defendido pelo deputado federal Beto Pereira, apesar da tendência nacional pela liberação dos diretórios.