Da redação
Brasilienses começaram 2026 sentindo no bolso o aumento nos preços dos combustíveis. Desde 1º de janeiro, os governos dos estados e do DF elevaram a alíquota do ICMS em R$ 0,10 por litro de gasolina e R$ 0,05 por litro de diesel, seguindo determinação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) para atualização anual baseada nos valores médios nacionais pagos pelo consumidor.
O aumento já é percebido nos postos do Distrito Federal. Segundo Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF, a elevação dos preços, especialmente da gasolina, foi constatada em regiões como Santa Maria e Núcleo Bandeirante. Motoristas de aplicativo, como Jonatas da Silva, relatam prejuízo nos ganhos: “Principalmente em janeiro, que é o mês mais fraco do ano, isso impacta nos nossos ganhos de forma absurda”, disse Jonatas ao Jornal de Brasília.
De acordo com a Secretaria de Economia do DF (Seec-DF), apesar da queda de 21,3% no preço da gasolina A comum nas refinarias entre janeiro e outubro de 2025, o valor ao consumidor subiu de R$ 6,18 para R$ 6,20, reflexo do aumento de 31,3% na margem de distribuição e revenda. O Boletim de Preços de Combustíveis do Ineep aponta que a margem passou de R$ 0,96 para R$ 1,26.
Na primeira semana do ano, o litro da gasolina chega a custar R$ 6,59, podendo se aproximar de R$ 7 em alguns lugares do DF. A legislação, atualizada pela Lei Complementar 192 de março de 2022, exige que os estados atualizem as alíquotas anualmente, considerando os preços médios mensais divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Questionado sobre novos reajustes, Tavares explicou que o preço do etanol anidro, em alta, pode impactar novos aumentos da gasolina. Para o diesel, a possibilidade de redução está atrelada ao mercado internacional. “Vamos aguardar, talvez a Petrobras faça algum movimento agora, já que houve o reajuste do ICMS”, concluiu.







