Da redação
Luiz Gutemberg morreu aos 89 anos, vítima de pneumonia, conforme informado por familiares. O jornalista estava internado no Hospital do Coração, em Brasília. Nascido em Maceió, Gutemberg construiu trajetória em veículos como Jornal do Brasil, Veja, Rede Bandeirantes e Jornal de Brasília, onde chegou à direção.
Segundo Ricardo Nobre, editor-chefe do Jornal de Brasília, Gutemberg inovou a cobertura jornalística e reuniu profissionais de destaque. “Montou uma equipe de nomes de peso na cobertura política, como Cristiana Lôbo… Um craque na confecção da primeira página, na sugestão de pautas… Uma grande perda para o jornalismo de Brasília e do Brasil”, afirmou Nobre.
Conforme Cláudio Tourinho, então editor do Jornal de Brasília, Gutemberg propôs uma redação mais participativa e trouxe o conceito italiano de pastone, com textos que relatavam e analisavam os principais temas do dia. Tourinho declarou que Gutemberg “viu no Jornal de Brasília a possibilidade de experimentar, inovar, recriar… sempre carregando um sorriso”.
No âmbito literário, o jornalista escreveu romances, peças teatrais e biografias, além de ter publicado “Moisés, codinome Ulysses Guimarães”, sobre o político. Recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília em 1995, lecionou na Universidade de Brasília e teve peças encenadas no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul.





