Da redação
Às vésperas da abertura da Feira Industrial de Hannover, que terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o primeiro-ministro alemão Friedrich Merz enfrenta pressão de organizações ambientais para elevar a contribuição da Alemanha ao Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), lançado pelo Brasil durante a COP30, em 2023.
Em carta aberta publicada nesta semana, entidades como WWF Alemanha, Germanwatch e Rainforest Foundation Norway pedem que Berlim aumente sua participação de EUR 1 bilhão (R$ 5,8 bilhões) para EUR 3 bilhões (R$ 17,6 bilhões). “A contribuição prometida pela Alemanha… é um sinal importante, mas não faz jus nem à sua própria responsabilidade nem à pretensão de assumir um papel de liderança na proteção e conservação das florestas tropicais”, afirmam as organizações.
Segundo participantes da reunião do fundo, realizada em Washington durante os encontros de primavera do FMI, é “bastante provável” que Lula trate do tema diretamente com Merz durante sua visita de três dias a Hannover, que começa neste domingo (19). Antes, Lula passou por Barcelona, onde assinou acordos com o governo espanhol e participou, ao lado do premiê Pedro Sánchez, do Fórum Democracia para Sempre.
Desde o lançamento, o TFFF já acumula US$ 6,7 bilhões em compromissos financeiros, incluindo recursos da Noruega (US$ 3 bilhões), Alemanha (EUR 1 bilhão ou US$ 1,1 bilhão), França (EUR 500 milhões ou US$ 588,5 milhões), Brasil, Indonésia (US$ 1 bilhão cada), Portugal, Holanda e Fundação Minderoo (US$ 15 milhões). O objetivo é alcançar US$ 10 bilhões em investimento público ainda em 2024.
O modelo do TFFF remunera acionistas com parte dos lucros e mais US$ 4 por hectare preservado, destinando 20% dos recursos a comunidades tradicionais. Seu pleno funcionamento depende de US$ 125 bilhões, sendo US$ 25 bilhões de recursos públicos. Depois de Hannover, Lula segue para Lisboa na terça-feira (21).






