Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as igrejas evangélicas tratam as mulheres em igualdade de condições, apontando esse fator como uma das razões para o crescimento desse segmento religioso no país. A declaração ocorreu durante encontro com pastores e lideranças religiosas no Palácio do Planalto.
Segundo Lula, a Igreja Católica enfrentará dificuldades enquanto mantiver a proibição do sacerdócio feminino e a exigência do celibato. “As mulheres são tratadas em igualdade de condições. A mulher pode ser o que ela quiser”, disse o presidente durante a reunião, que contou com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, representantes dos Estados Unidos e de Cuba e convidados de diversas denominações.
Participaram do evento a primeira-dama, Janja Lula da Silva, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, e o pastor Kleber Lucas. No final de agosto, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito havia formalizado apoio à reeleição de Lula.
Durante o encontro, Lula relatou que, nos primeiros anos após a fundação do Partido dos Trabalhadores, utilizava símbolos cristãos para responder a críticas, justificando o vermelho da bandeira pelo sangue de Cristo e a própria barba por referência a Jesus. O presidente afirmou que não realiza atos eleitorais em templos, faz campanha nas ruas e criticou a falta de ação de líderes mundiais diante de conflitos armados, tema que levará à Assembleia Geral da ONU, em Nova York.





