Da redação
Lula e Flávio Bolsonaro disputam espaços em segmentos decisivos do eleitorado diante da polarização consolidada entre ambos, conforme avaliações internas das campanhas. Flávio busca o voto útil da direita, pressiona por desistências, principalmente de Romeu Zema (Novo), e tenta atrair apoiadores de Pablo Marçal (PRTB), filiado que teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Nos bastidores, integrantes da campanha de Flávio sugerem a possibilidade de Marçal ocupar um ministério caso o candidato do PL vença a eleição. Zema resiste à pressão, mas afirma que apoiará Flávio em eventual segundo turno. O objetivo da direita é maximizar apoios e consolidar a base para possível nova rodada.
A campanha de Lula concentra esforços em católicos, nordestinos e trabalhadores que ganham entre dois e cinco salários mínimos. Aliados do presidente pretendem explorar a polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida e as críticas de Flávio à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil para ampliar vantagem junto aos católicos. No Nordeste, o petista reforçou presença na Bahia e no Ceará, após pesquisas apontarem leve queda nas intenções de voto na região.
Na faixa de renda até cinco salários mínimos, a isenção do Imposto de Renda sancionada em novembro de 2025 não teve efeito esperado, segundo petistas, devido à informalidade de cerca de 80% dos trabalhadores do segmento. Pesquisas apontam Lula à frente de Flávio nesse grupo, mas a dificuldade de ampliar apoios permanece, com a campanha apostando em possíveis novas pautas, como o fim da escala 6×1, numa eventual segunda rodada.



