Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta quinta-feira, 7, em Washington, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para uma visita de trabalho. O encontro ocorre após adiamentos iniciados em março e tem como objetivo discutir temas estratégicos para Brasil e Estados Unidos.
Desde o final do ano passado, os dois governos articulavam a reunião, combinada em janeiro em ligação telefônica entre Lula e Trump. O encontro previsto para março foi postergado devido à escalada de tensões no Oriente Médio, sobretudo pela guerra no Irã, e também por dificuldades de compatibilizar agendas e prioridades norte-americanas.
A pauta apresentada por Lula nesta quinta-feira inclui possíveis parcerias para controlar fluxos financeiros de organizações criminosas transnacionais, além de discussões sobre tarifas comerciais, minerais raros, regulação de empresas de tecnologia, energia, petróleo e questões diplomáticas relevantes para ambos os países.
O clima entre os governos ficou tenso nas últimas semanas, marcado por críticas públicas de Lula a Trump e por episódios como a expulsão de agentes policiais, o que agravou a crise diplomática. Ainda assim, interlocutores do presidente brasileiro consideram que o atual momento é favorável ao diálogo devido às negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
A proximidade das eleições brasileiras também motivou a realização do encontro neste período, para evitar que a reunião ficasse inviabilizada nos meses anteriores ao pleito. O governo avalia que avanços em acordos comerciais ou de segurança pública podem trazer impactos políticos positivos para Lula em um momento decisivo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o presidente Lula abordará temas como big techs, terras raras, data centers, política tarifária e propôs ainda a assinatura de novo acordo para o combate ao crime organizado transnacional. Segundo Alckmin, “nós podemos fazer muita parceria nessa área: controle de fluxo financeiro, investigação”.







