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Lula nega ter tido relações de amizade ou gratidão com Cerveró

Em nota oficial, Instituto Lula critica vazamento de depoimento do ex-diretor da área internacional da Petrobras e cita esclarecimento prestado pelo ex-presidente em dezembro.

Por meio de nota oficial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que não tem e não teve “relação pessoal” com o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Cerveró afirmou em delação premiada que sua indicação para a diretoria financeira da BR Distribuidora, em 2008, ocorreu por mediação de Lula após o ex-diretor ter mediado contratos entre o grupo Schain e a Petrobras para operação do navio-sonda Vitória 10.000. Lula, por outro lado, disse que não tinha nem mesmo “sentimento de gratidão, subjetivamente atribuído a ele [Lula]”.

Na nota oficial, o instituto Lula volta a criticar os vazamentos de declarações prestadas por delatores da Lava-Jato e afirma que o próprio ex-presidente já esclareceu a situação por meio de um depoimento feito à Polícia Federal, em Brasília, no dia 16 de dezembro. “Ouvido na condição de informante – já que não é investigado e sequer foi arrolado como testemunha na chamada Operação Lava Jato –, Lula afirmou que Cerveró foi nomeado diretor da Petrobrás e da BR Distribuidora por indicação de partido da base aliada”, descreveu o Instituto Lula.

“A delação de Cerveró é datada de 7 de dezembro, de acordo com a Folha de S. Paulo, e só foi vazado agora, também de forma ilegal”, critica o Instituto Lula. “A divulgação tardia de ilações já esclarecidas tumultua ainda mais um noticiário parcial e distorcido”, destaca a nota oficial.

Neste depoimento prestado à PF em dezembro, Lula negou ter tratado com qualquer pessoa sobre empréstimos ao PT. O pecuarista José Carlos Bumlai confirma, por exemplo, que contraiu R$ 12 milhões em um empréstimo junto ao banco Schalin para quitar dívidas de campanha do ex-presidente.

Ainda conforme a nota oficial, o ex-presidente esclareceu, neste depoimento, que “fez apenas duas indicações pessoais na Petrobrás: os ex-presidentes José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli. Os demais diretores da estatal e de empresas controladas foram indicados por partidos, como aliás ocorreu e ocorre em outros governos no Brasil e em outras democracias ao redor do mundo”, destaca o instituto.

“Apesar da campanha de boatos e falsas denúncias de que tem sido alvo, Lula não responde a nenhuma ação judicial, porque sempre atuou dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente do Brasil”, complementa a instituição.

Veja a nota do instituto Lula na íntegra

“As questões levantadas pela imprensa com base em delação atribuída a Nestor Cerveró já foram esclarecidas pelo ex-presidente Lula no foro apropriado: um depoimento à Polícia Federal em 16 de dezembro de 2015.

Ouvido na condição de informante – já que não é investigado e sequer foi arrolado como testemunha na chamada Operação Lava Jato –, Lula afirmou que Cerveró foi nomeado diretor da Petrobrás e da BR Distribuidora por indicação de partido da base aliada.

Lula não tem e não teve relação pessoal com o delator, muito menos o sentimento de “gratidão” subjetivamente atribuído a ele. Embora sob sigilo judicial, as declarações de Lula foram vazadas para a TV Globo menos de 48 horas depois.

A delação de Cerveró é datada de 7 de dezembro, de acordo com a Folha de S. Paulo , e só foi vazado agora, também de forma ilegal. É surpreendente que o exército de jornalistas “investigativos” na cobertura da Lava-Jato não tenha relacionado as perguntas feitas a Lula no dia 16 e as ilações produzidas pelo delator no dia 7. A divulgação tardia de ilações já esclarecidas tumultua ainda mais um noticiário parcial e distorcido.

No depoimento à PF, Lula negou ter tratado com qualquer pessoa sobre supostos empréstimos ao PT ou sobre a contratação de sondas pela Petrobras, que são objetos de investigação. Esclareceu ainda que fez apenas duas indicações pessoais na Petrobrás: os ex-presidentes José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli. Os demais diretores da estatal e de empresas controladas foram indicados por partidos, como aliás ocorreu e ocorre em outros governos no Brasil e em outras democracias ao redor do mundo.

Apesar da campanha de boatos e falsas denúncias de que tem sido alvo, Lula não responde a nenhuma ação judicial, porque sempre atuou dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente do Brasil.”

Fonte: Fato Online