Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará para participar da cúpula do G7, que ocorre de 15 a 17 de maio em Évian-les-Bains, no leste da França, sem nenhuma reunião bilateral prevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Não houve solicitação oficial de encontro entre os dois líderes até o momento.
Segundo informações oficiais, nem o governo brasileiro pediu uma reunião com Trump, nem houve sinalização do lado norte-americano para agendar qualquer conversa durante o evento. O fato chama atenção diante do histórico de encontros bilaterais realizados em edições anteriores do G7.
Diplomatas observam que encontros entre presidentes costumam ocorrer à margem de grandes eventos multilaterais, como o G7. No entanto, neste ano, o protocolo entre Brasil e Estados Unidos não incluiu nenhuma reunião bilateral em sua programação, conforme apurado junto aos respectivos governos.
A ausência de agenda entre Lula e Trump ocorre em meio a diferentes posicionamentos adotados pelos dois líderes em fóruns internacionais recentes. Apesar disso, autoridades ressaltaram que os canais institucionais de comunicação entre os países continuam ativos e funcionando normalmente, sem rupturas anunciadas.
Lula deve participar das discussões do G7 ao lado de outros chefes de Estado convidados, tratando de temas como economia global, mudanças climáticas e cooperação multilateral. O Brasil integra o grupo das principais economias emergentes que tradicionalmente são chamadas para o evento.
Na edição deste ano, Évian-les-Bains foi escolhida como sede da cúpula por sua localização estratégica no leste francês, reforçando a tradição rotativa de palcos do encontro. A previsão é de que a agenda oficial de Lula concentre-se nas reuniões plenárias e compromissos paralelos ao alinhamento do G7.





