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Lula pede a Sidônio para ficar no governo e deve contratar ex-sócio de ministro para campanha


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, que permaneça no cargo até o fim do mandato. Sidônio, responsável pela coordenação da campanha de Lula em 2022, era apontado por petistas como o nome certo para assumir novamente o marketing em uma eventual candidatura à reeleição. No entanto, para liderar a comunicação da campanha, ele teria que se afastar do cargo ministerial, o que foi descartado por Lula.

Com a permanência de Sidônio na Secom, sua influência será ampliada no governo, especialmente porque seu amigo e ex-sócio, o publicitário Raul Rabelo, alinhado ao ministro, é cotado para assumir o marketing da campanha à reeleição. Rabelo já trabalhou em campanhas petistas na Bahia, quando Sidônio atuava nas disputas locais, o que deve garantir ascendência do ministro sobre a comunicação eleitoral, mesmo à distância.

Lula e Sidônio discutiram o assunto na semana passada. Para o entorno do presidente, é fundamental manter o comando da comunicação governamental durante o período eleitoral. Sidônio tornou-se um dos conselheiros mais influentes do presidente desde que foi nomeado em 2023, sendo consultado por Lula não apenas sobre comunicação, mas também em outros temas do governo.

O atual secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, também é próximo de Sidônio, e essa sintonia teria sido decisiva para sua escolha. A meta é unificar os discursos do governo e do partido de olho na eleição de 2026, quando Lula planeja comparar sua gestão com a de Jair Bolsonaro (PL), cujo filho, Flávio Bolsonaro, é pré-candidato ao Planalto.

Outros ministros, como Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil), devem deixar os cargos até abril para disputar o Senado, enquanto Sidônio permanece no Planalto, garantindo continuidade à comunicação e influência direta junto ao presidente.