Da redação
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que, em caso de reeleição para um quarto mandato, o chefe do Executivo deve adotar uma estratégia diferente para a montagem do ministério em 2027. Em seu retorno a Brasília em 2023, Lula nomeou para a Esplanada ministros que haviam acabado de conquistar mandatos no Senado.
Interlocutores acreditam que, em um novo mandato, Lula poderá manter senadores eleitos em suas funções para garantir uma base experiente contra a oposição formada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que esses parlamentares sirvam de apoio para enfrentar articulações contrárias no Senado.
Segundo esses mesmos interlocutores, a preocupação do grupo de Lula envolve o objetivo dos bolsonaristas de eleger o maior número possível de senadores a fim de tentar aprovar um eventual pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Com isso, a estratégia se concentraria em compor o ministério sem retirar quadros do Senado.
Já os aliados de Bolsonaro, diante do aumento da intenção de voto em candidatos ligados ao governo, revisaram as projeções para a eleição. De acordo com informações, o Partido Liberal previa eleger 25 senadores em outubro, mas as crises na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fizeram o partido reduzir a expectativa para 17 vagas.




