Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o aumento das penas para homens que matam mulheres, durante evento no Rio Grande do Norte. Ele destacou o Pacto contra o Feminicídio e afirmou que é preciso “ser duro” e ampliar a punição para os agressores. Lula também mencionou que Rosângela da Silva, a Janja, está à frente dessa discussão, ressaltando que “todo homem saiba que só existimos porque nascemos de uma mulher”.
De acordo com o presidente, “o cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais na mulher”. Lula enfatizou a necessidade de endurecer as medidas e criticou casos de violência graves, dizendo não ser possível aceitar situações como “trancar a mulher e o filho na casa e tocar fogo” ou “dar 66 socos na cara da mulher”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial, participou de um café da manhã com mulheres na quarta-feira (1º). Na semana anterior, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, publicou um vídeo em que relatou ter se sentido “humilhada” por Flávio devido a divergências sobre alianças políticas no Ceará.
Durante o evento, Lula participou da inauguração de um túnel de transposição de águas do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte. O presidente afirmou que estará impedido de inaugurar novas obras após o dia 4 de julho, devido à legislação eleitoral, mas pretende continuar visitando projetos em andamento nos Estados. Lula também cobrou a governadora Fátima Bezerra (PT) para que o secretário de Saúde estadual faça divulgação do programa Brasil Sorridente, ressaltou que “muita gente sem dente não sabe que tem o Brasil Sorridente” e afirmou que os pobres são “tratados como invisíveis” fora do período eleitoral.




