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Mãe de sargento da PM morto em quartel pede justiça antes de julgamento em SP


Da redação

O sargento Rulian Ricardo Adrião da Silva, de 40 anos, foi morto por disparos de arma de fogo dentro de uma unidade da Polícia Militar de São Paulo, no Jardim Santa Emília, região do Ipiranga, zona sul da capital. Segundo a Promotoria, o caso, que envolve como réus o capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e o cabo Fabiano Rizzo, será julgado pela 4ª Auditoria Militar Estadual. Conforme a denúncia, a acusação é de homicídio e fraude processual.

De acordo com investigações, três tiros partiram de Laroca e um de Rizzo. Os réus afirmam ter agido em legítima defesa. Relatam que foram ao alojamento após uma discussão funcional e que a vítima teria sacado uma arma e tentado atirar, mas a arma teria falhado. A defesa do capitão, representada pelo advogado Abelardo Julio da Rocha, sustentará que ele reagiu a uma ameaça real e iminente.

A Promotoria, baseada em laudos periciais, contesta a tese de legítima defesa. Conforme a promotora Giovana Ortolano Guerreiro, o revólver atribuído à vítima estava inapto para disparo, sem vestígio de uso recente e trancado em armário. Segundo a denúncia, a posição da arma junto ao corpo de Rulian indica eventual manipulação para sustentar a versão dos acusados. Ainda conforme o Ministério Público, as provas mostram que a vítima não teve chance de defesa.

A defesa de Rizzo, formada pelos advogados Mauro Ribas e Renato Soares, argumenta que ele atuou para proteger o capitão. O inquérito policial militar, conforme afirmam os advogados, não confirmou fraude processual, nem obteve provas de que a arma tenha sido posta artificialmente junto à vítima. Familiares, como a mãe Olga Alice Fernandes da Silva, relatam que o sargento era considerado dedicado e compromissado com a família.