Da redação
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) avaliam não participar de debates no primeiro turno das eleições, estratégia considerada legítima por suas equipes. Os dois candidatos concentram cerca de 70% das intenções de voto entre eleitores que já definiram sua escolha, em um universo estimado de 75 milhões de votos, segundo pesquisas.
Pesquisas como a realizada pela MDA/Confederação Nacional do Transporte, entre os dias 5 e 9/8, mostram que seis em cada dez eleitores consideram os debates fundamentais para conhecer melhor os candidatos e suas propostas. Para 39,5% dos entrevistados, o debate permite avaliar não apenas o perfil dos concorrentes, mas principalmente suas ideias. Outro grupo, de 21,7%, vê nos debates uma boa oportunidade de observar as reações dos candidatos em situações de confronto.
Apesar da importância, 31,9% dos eleitores avaliam que os debates “são ruins” devido a embates pessoais, e 11,7% atribuem ao “formato desgastado” a superficialidade das discussões. Uma minoria, de 25,1%, admite reconsiderar o voto caso o candidato escolhido evite os confrontos eleitorais, de acordo com o levantamento.
A rejeição à ausência em debates também é expressiva: seis em cada dez eleitores demonstram desconfiança quando um candidato não comparece. Entre os motivos apontados, 26,5% suspeitam de “estratégia de campanha”, 24,1% afirmam que o candidato “não está preparado para lidar com pressão” e 20,4% associam a “medo de opiniões divergentes”. Segundo as pesquisas, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro enfrentam rejeição de metade do eleitorado há mais de sete meses.





