Da redação
O pastor Silas Malafaia, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou a defender que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja o candidato da direita à Presidência da República. Em entrevista ao SBT News, Malafaia afirmou que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “não empolgou a direita”.
Malafaia citou outros nomes do campo conservador, como os governadores Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO), mas destacou que vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exige mais do que “competência”, sendo necessário construir uma frente entre centro e direita. Segundo ele, Tarcísio seria quem mais facilmente poderia unir esses grupos.
O pastor também mencionou Michelle Bolsonaro (PL) como importante ativo eleitoral pela capacidade de dialogar com mulheres e evangélicos. “A direita pura não ganha a eleição”, disse Malafaia, defendendo uma candidatura com maior “capilaridade” e apoio além do núcleo bolsonarista.
Malafaia questionou a escolha de Flávio como candidato do bolsonarismo, sugerindo que o senador se aproveitou de um momento de fragilidade emocional do pai. “Achei uma afronta, um pai, debilitado emocionalmente, o filho ir lá, sozinho, e arrancar dele: ‘Ô, eu sou candidato’. Acho isso um amadorismo político”, afirmou.
Sobre o adiamento do encontro entre Tarcísio e Bolsonaro, Malafaia avaliou que o governador preferiu não ir “debaixo dessa pressão”, após declarações de Flávio sugerindo que a reeleição de Tarcísio em São Paulo seria “fundamental” e descartando sua candidatura presidencial. Conforme a Secom-SP, o adiamento se deve a conflito de agenda, embora o governador tivesse apenas compromissos internos no Palácio dos Bandeirantes.





