Da redação
Dezenas de pessoas participaram, neste domingo (22/2), de uma manifestação em Brasília para cobrar justiça pelo cão Orelha, morto após ser agredido por um grupo de jovens em Santa Catarina. O protesto teve início no parque da 104 do Sudoeste, com marcha até o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e paradas em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
O ato integrou um movimento nacional, realizado simultaneamente em 12 cidades, incluindo São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Goiânia, Recife, Salvador e Florianópolis. Em Brasília, além de justiça por Orelha, manifestantes lembraram o caso dos 21 gatos tigrados supostamente torturados e mortos pelo psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, no Gama, em 2025.
“Quando falamos de justiça por Orelha, é sim pelo cãozinho, mas ele virou símbolo nacional contra a violência aos animais. Representa a luta por leis mais rigorosas e punições severas”, explicou Vanessa Negrini, diretora de Proteção e Direitos dos Animais do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e organizadora do ato.
Ítalo Araújo, coordenador do programa Última Praça e responsável pelo parque da 104, destacou a necessidade de federalização do caso. “Queremos a Polícia Federal nas investigações, já que houve lacunas e favorecimentos. Também pedimos mais políticas públicas para acolher animais abandonados”, afirmou.
A produtora cultural Teresa Padilha, 70 anos, também participou do protesto e defendeu a conscientização das crianças e jovens sobre o cuidado com animais. “Sou cuidadora e fiquei revoltada com a situação de Orelha. É fundamental abraçar essa causa”, declarou.





