Da redação
A pesquisadora Maria Teresa Fernandez Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), recebeu na última quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, considerada a mais alta distinção científica do Brasil, em reconhecimento à sua trajetória nos estudos sobre ecossistemas aquáticos amazônicos.
A cerimônia ocorreu na Escola Naval e contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, além de representantes do CNPq, da Marinha do Brasil e da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Luciana Santos afirmou que a homenagem reconhece a excelência científica e destaca o papel estratégico da Amazônia para o país.
Durante o evento, Maria Teresa Fernandez Piedade ressaltou que as áreas úmidas amazônicas vêm enfrentando impactos crescentes causados por incêndios, poluição e grandes empreendimentos, ressaltando: “A ciência e a educação são o caminho para orientar decisões críticas que precisam ser tomadas”.
O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, lembrou o legado do Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, criador da entidade. “O legado do Almirante Álvaro Alberto continua atual ao mostrar que o desenvolvimento do País depende do fortalecimento da ciência e da tecnologia”, afirmou o presidente do órgão.
Além do prêmio principal, a solenidade diplomou novos membros da ABC, concedeu títulos de Pesquisador Emérito a seis nomes e registrou Menções Especiais de Agradecimento do CNPq. O Almirante de Esquadra Arthur Corrêa, do Estado-Maior da Armada, destacou a importância do investimento em ciência e tecnologia para a soberania nacional.
Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos lançou a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024–2034, alinhada às diretrizes da 5ª Conferência Nacional do setor. Entre os objetivos estão aumentar o investimento em pesquisa para 2% do PIB até 2034 e promover maior integração entre ciência, setor produtivo e sociedade.







