Da redação
Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e apontada como favorita nas pesquisas para o Senado, resiste à decisão das direções nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais. Segundo interlocutores, está prevista, em Belo Horizonte, uma reunião entre Marília e o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, e a ex-prefeita afirma não aceitar ser candidata ao Executivo estadual, independentemente das deliberações tomadas com Lula no Palácio da Alvorada.
A insatisfação de Marília se manifesta na continuidade de sua agenda pelo estado como pré-candidata ao Senado Federal. Conforme aliados, neste sábado, ela participa de atividades em Montes Claros ao lado de Gabriel Azevedo, pré-candidato do Movimento Democrático Brasileiro ao governo estadual. Os dois devem gravar um vídeo conjunto defendendo a formação de uma “frente ampla”, em contraposição à estratégia petista.
A decisão do partido causou divisão na sigla mineira. De acordo com o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), integrantes como ele, Reginaldo Lopes (PT-MG) e Miguel Ângelo (PT-MG) defendem pela legenda uma cabeça de chapa própria. “Com Lula, nós avaliamos que não precisamos buscar um nome fora da legenda, tendo pessoas mais competitivas dentro do PT”, afirmou Correia.
Em sentido oposto, aliados de Marília, como João Batista dos Mares Guia, histórico do partido, entendem que a articulação favorece os interesses de parlamentares específicos. Conforme Mares Guia, a definição por candidatura própria não foi atribuída à executiva, mas a “donatários” políticos, referindo-se aos deputados envolvidos, e lamenta: “Foi uma decisão sem ouvir as bases”.





