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Mediadores intensificam negociações para reabrir Estreito de Ormuz com Irã


Da redação

Mediadores intensificam os esforços para reabrir o Estreito de Ormuz diante de movimentos diplomáticos e indicações de que o Irã prepara condições para retomar o tráfego normal. O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, reuniu-se com autoridades iranianas em Teerã e enfatizou a importância da liberdade de navegação, conforme o direito internacional.

Segundo relatos, o encontro ocorreu durante avanços nas negociações para restabelecer a navegação pelo estreito. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que as conversas com Al Thani foram “criativas” e defendeu o fim da pressão militar e econômica dos Estados Unidos, reiterando que a diplomacia pode avançar caso Washington reconheça que “a pressão não funciona”.

Ainda conforme autoridades iranianas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou como “terrorismo de Estado” as novas sanções econômicas anunciadas pelos Estados Unidos e pediu que outros países não as adotem. Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, afirmou que o Irã elabora uma lista de exigências para a reabertura do Estreito de Ormuz e confirmou um acordo com Omã para um corredor de navegação, condicionado à aceitação das exigências por parte dos EUA.

O Estreito de Ormuz foi responsável por 20% do abastecimento global de petróleo antes da guerra, tendo o tráfego reduzido e os preços elevados após o início do conflito e ameaças do Irã a embarcações não autorizadas. Catar e Paquistão intermediaram um memorando de entendimento em junho para um cessar-fogo, desfeito posteriormente por divergências. Em 8 de julho, Donald Trump declarou que o acordo estava “acabado”, intensificando a pressão sobre o Irã.