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Medo de escândalo do Master pode gerar trégua entre governo Lula e Congresso; veja bastidores


Da redação

Os trabalhos legislativos de 2024 foram abertos nesta segunda-feira, 2, em Brasília, em clima de cordialidade. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), foi visto cumprimentando de forma efusiva ministros do governo Lula, entre eles Rui Costa, da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, além dos líderes do governo na Câmara, José Guimarães, e no Senado, Jaques Wagner.

Nos bastidores, tanto governistas quanto opositores avaliaram que, após a leitura das mensagens de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a relação com o governo poderá ser marcada por um “clima zen” em 2026, impulsionada pelo receio do escândalo Master, que pode gerar recuo coletivo nas pautas mais polêmicas.

Mesmo temas de tensão, como a votação do veto da Dosimetria, a indicação de Jorge Messias ao STF, e debates sobre a PEC da Segurança e o PL Antifacção, tendem a perder força. O escândalo envolvendo o banco Master, de Daniel Vorcaro, contamina as discussões entre Executivo e Legislativo, favorecendo um ambiente menos beligerante.

A pauta dominou também a reunião de líderes desta terça-feira, 3, após o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolar requerimento para instaurar uma CPI sobre o caso Master. No entanto, o próprio Rollemberg afirmou à Coluna do Estadão não haver vontade política para investigar em ano eleitoral. “Não há justificativa para não instalar a CPI do Master. Tem que ter pressão, esta Casa só funciona sob pressão”, declarou.

Apesar do tom conciliador nos discursos de abertura, tanto Motta quanto Alcolumbre destacaram a necessidade de o governo liberar emendas parlamentares e defenderam as prerrogativas do Legislativo, pontuando que esse debate será travado com o Supremo Tribunal Federal (STF).