Da redação
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu ao saltar da ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), quando instrutores de rope jump não a prenderam a nenhum equipamento de segurança, segundo relatório do inquérito. Três envolvidos, Luís Felipe Egoroff, Maicon Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, estão presos.
Durante entrevista à EPTV, Gusttavo Losi, integrante do grupo que oferecia os saltos, afirmou: “A gente só viu isso [a falta da corda] depois que aconteceu”. Ele disse que equipou Maria Eduarda e que instrutores deveriam checar a segurança, mas ambos não se lembram de quem seria a responsabilidade. Losi foi ouvido pela polícia e liberado.
O advogado Rafael Gomes dos Santos, que defende Cintra e Egoroff, declarou que lamenta o indiciamento sob suspeita de homicídio doloso qualificado, reforçando que considera o ocorrido uma tragédia sem explicação e defendendo a tese de homicídio culposo. Já os defensores de Vitor Gonçalves apontam em nota que o indiciamento foi coletivo, sem individualização das condutas.
A ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, é conhecida por saltos de rope jump. Após o acidente, a Prefeitura de Limeira iniciou obras para fechar acessos irregulares, em ação conjunta com o Governo Federal. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido liminar para soltar os investigados.





