Da redação
Investidores, analistas e economistas acompanharam a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, avaliando possíveis impactos no mercado financeiro e no cenário eleitoral. O pedido de vista de Flávio Dino, ministro do STF, interrompeu a análise do tema, deixando dúvidas no setor.
Segundo agentes financeiros, suspensões decorrentes do pedido de vista e o empate teórico de quatro votos a quatro acirraram a incerteza sobre o julgamento. O mercado questionou como será conduzida a retomada da votação e se o critério de desempate será aplicado à decisão sobre Moraes.
Executivos de bancos, corretoras e fundos de investimento acionaram departamentos jurídicos e consultores para avaliar riscos. Conforme relatos de agentes econômicos, a indefinição em torno do caso de Moraes mantém o ambiente eleitoral instável, sem debates de propostas, podendo causar maior prejuízo à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo executivos, a suposta proximidade entre Moraes e Lula pode influenciar os indecisos, favorecendo Flávio Bolsonaro.
No mercado financeiro, a Bolsa de Valores apresentou alta de 0,54%, fechando em 186.503 pontos, com ações da Petrobras e do Itaú liderando um pregão marcado por baixa liquidez. O dólar, após abrir em queda, encerrou o dia negociado com alta de 0,14%, vendido a R$ 5,154, refletindo a cautela dos investidores.





