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Messias busca apoio no Senado após recusa de Alcolumbre

Da redação do Conectado ao Poder

O ministro da AGU enfrenta desafios ao tentar conquistar apoio na CCJ e no plenário do Senado até dezembro.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, está intensificando suas negociações no Senado após sofrer uma recusa de Davi Alcolumbre, presidente da Casa, para uma conversa. Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF) e busca garantir sua confirmação no cargo em meio a este trâmite difícil.

No dia 20 de novembro, quando a indicação foi anunciada, Messias tentou contatar Alcolumbre, mas não obteve resposta. Desde então, a estratégia do advogado se voltou para outros senadores influentes, como o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, e o relator da indicação, Weverton.

A situação se tornou ainda mais complicada após Alcolumbre anunciar uma pauta de grande impacto financeiro, como uma forma de retaliação à escolha de Messias. Esta atitude é interpretada como uma sinalização de que Alcolumbre pode estar obstruindo a candidatura do AGU ao STF.

Messias, que tem até o dia 10 de dezembro para conquistar apoio entre os 81 senadores, enfrenta um cenário desafiador. De acordo com uma pesquisa recente, até o momento, ele conta com apenas cinco votos favoráveis na CCJ, enquanto seis declararam oposição e quatro permanecem indecisos.

Para garantir sua cadeira na Suprema Corte, Messias precisará de um apoio sólido, com pelo menos 41 votos favoráveis durante a sabatina. Ele se comprometeu a se reunir com o maior número possível de senadores nos próximos dias, um movimento considerado bastante comum entre candidatos a vagas no tribunal.

A insatisfação de Alcolumbre com a indicação de Messias foi ressaltada pela sua ausência em eventos importantes, como na cerimônia de sanção da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, demonstrando um afastamento entre ele e o governo. “Vou mostrar ao governo o que é não ter o presidente do Senado como aliado” teria afirmado Alcolumbre, enfatizando sua nova postura em relação ao Palácio do Planalto.