Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro retomaram a relação, segundo integrantes do Partido Liberal, o que ampliou especulações sobre a possibilidade de Michelle compor como vice uma chapa “puro-sangue” à Presidência da República. A discussão ocorre diante das dificuldades de Flávio para fechar alianças com partidos como Republicanos e a federação formada por PP e União Brasil, que, até o momento, tendem a permanecer neutros no primeiro turno das eleições.
Segundo dirigentes do PL, a opção por um nome interno para vice não está descartada, mas a prioridade segue sendo atrair outro partido para fortalecer a chapa. “Por hora não sei, mas tudo é possível”, afirmou um integrante da cúpula, após a divulgação dos vídeos gravados para apaziguar a relação entre Flávio Bolsonaro e Michelle. Está previsto que as conversas continuem até a convenção partidária.
O deputado Domingos Sávio (PL-MG), aliado de Flávio e pré-candidato ao Senado, pondera que a cogitação de Michelle como vice decorre do clima de reconciliação, mas defende ampliar apoios. “Michelle tem um papel fundamental dentro do processo, claro que poderia ser uma vice que soma, isso não há dúvida, mas eu acho que é preciso ter prudência nesse momento porque o ideal é buscar, ou pelo menos fazer um esforço, de trazer outros segmentos e ampliar a aliança”, afirmou.
Sávio ainda destacou que Michelle pode ajudar a avalizar um nome feminino para a vice-presidência. Segundo ele, a própria Michelle poderia indicar outra mulher para a vaga, ampliando o alcance da chapa. Entre os nomes cogitados no PL estão as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Bia Kicis (DF). O registro de candidaturas deve ser feito até 19h de 15 de agosto, com possibilidade de substituições conforme prevê a legislação eleitoral.





