Da redação
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um pacote de reformas que propõe a reorganização do Banco Central para reforçar a disciplina monetária e a suspensão de atividades não essenciais do Estado em caso de déficit fiscal prolongado. Segundo Milei, a medida visa proibir o financiamento monetário do governo e das províncias.
Durante pronunciamento em rede nacional, Milei afirmou que o principal objetivo do Banco Central volta a ser a preservação do valor da moeda. O projeto também prevê dificultar a remoção da diretoria do órgão, para, nas palavras do presidente, “blindar o presidente do BCRA e a diretoria dos abusos da política”. O chefe do Executivo qualificou gestões anteriores como responsáveis pelo uso do Banco Central como instrumento político.
O anúncio incluiu ainda um projeto para implementar um shutdown dos serviços públicos, determinando a paralisação das atividades consideradas não essenciais e congelamento de novos gastos em caso de déficit fiscal prolongado. O presidente disse que, nestas condições, parlamentares e membros do alto escalão do governo não receberão salário.
As propostas ainda precisam do aval do Congresso, não havendo data de envio informada por Milei. O principal sindicato de trabalhadores do Estado, liderado por Rodolfo Aguiar, reagiu afirmando que o fechamento “já começou” devido a cortes e demissões. O ministro da Economia, Luis Caputo, informou que a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, manifestou satisfação com o detalhamento da reforma. Segundo o economista Daniel Marx, diretor da consultoria Quantum, a iniciativa busca reduzir riscos relacionados às eleições presidenciais de 2027.





