Da redação
Líderes iranianos realizam homenagens em Teerã ao antigo guia supremo Ali Khamenei, com funeral nacional previsto após sua morte em ataques atribuídos a Israel e Estados Unidos, que desencadearam guerra no Oriente Médio. O corpo permanecerá exposto no complexo da Grande Mosalla, onde é esperado comparecimento de milhões de pessoas.
Segundo as autoridades, a expectativa é de até 20 milhões de participantes somente na capital durante três dias de homenagens, concebidas como demonstração de força após o conflito. Estão presentes figuras como Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, e Mohammad Bagher Ghalibaf, líder do Parlamento. Mojtaba Khamenei, filho do líder e seu sucessor, ainda não apareceu em público desde a guerra.
Ahmad Vahidi, chefe da Guarda Revolucionária, teve presença registrada junto ao caixão, assim como autoridades estrangeiras provenientes de quase 30 países, entre eles Dmitri Medvedev, ex-presidente russo, e Shebaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão. Acompanhando o caixão de Khamenei, também estão os de familiares mortos nos ataques, incluindo uma filha, um genro, uma nora e uma neta.
A capital foi transformada em fortaleza, com fechamento parcial do aeroporto e suspensão das atividades comerciais. O funeral, adiado devido à guerra, deve ser o maior da história do país. Khamenei será enterrado em Meshed, nordeste do Irã, com passagem pelo Iraque, país de maioria xiita. Em 1989, 10 milhões participaram do funeral do aiatolá Ruhollah Khomeini, segundo números oficiais.




