Da redação
Milton Leite (União Brasil), ex-vereador de São Paulo e seis vezes presidente da Câmara Municipal, seguirá preso após se apresentar à polícia em Mogi das Cruzes, região metropolitana da capital, conforme decisão da Justiça durante audiência de custódia. Ele é suspeito de participar de suposto esquema para infiltrar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de ônibus que atuam no transporte municipal, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público.
A Justiça informou que “não foram identificadas irregularidades no cumprimento” do mandado. O mandado de prisão temporária foi expedido pela 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, com prazo de 30 dias. Depois da audiência, Leite foi encaminhado a um hospital para avaliação médica após citar sintomas de pressão alta, mas passou a noite na cadeia pública da cidade.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, a Operação Vectura Corrupta investiga suspeitas de que empresas de transporte coletivo em cidades paulistas estejam sob influência de integrantes do PCC após a obtenção de licitações. Também são alvo da apuração possíveis casos de corrupção de funcionários públicos e suposto envolvimento do grupo em financiamento de campanhas políticas para prefeitos e vereadores nas eleições de 2024 e na disputa atual.
O ex-vereador não foi localizado em sua residência durante o cumprimento do mandado e chegou a ser considerado foragido, apresentando-se posteriormente à delegacia. Leite afirmou ser “inocente de todas as acusações” e que terá “oportunidade de provar tudo”. O advogado Aloísio Lacerda Medeiros declarou que seu cliente “não tem nada a ver com a história”. O pedido de prisão se baseou em menções ao nome de Leite em depoimentos e em áudio apreendido, sem registros de pagamentos ou vínculos societários. Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em sete municípios paulistas.





