Da redação
Brasília, 15 – O ministro das Cidades, Vladimir Lima, anunciou nesta quarta-feira, 15, um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social ao programa Minha Casa, Minha Vida, elevando o orçamento do programa habitacional para R$ 200 bilhões. Lima reforçou o objetivo de entregar 3 milhões de unidades habitacionais até dezembro de 2026, promessa já feita anteriormente pelo ex-ministro Jader Filho.
Durante cerimônia no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro detalhou o aumento do teto para aquisição de imóveis: até R$ 400 mil na Faixa 3 e até R$ 600 mil na modalidade Classe Média. Os limites de renda também foram atualizados: Faixa 1, até R$ 3.200; Faixa 2, de R$ 3.201 a R$ 5.000; Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600; Classe Média, até R$ 13 mil.
A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou a redução do déficit habitacional no Brasil, atribuindo a queda aos investimentos do governo em parceria com a construção civil.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que a participação do crédito imobiliário no PIB subiu de 7,5% em 2009 para 10% atualmente, resultado dos investimentos federais no setor. Ele defendeu a importância das políticas habitacionais, chamando as iniciativas de uma “verdadeira PPP” e ressaltou o baixo índice de inadimplência na construção civil.
Lula criticou a interrupção de políticas habitacionais por governos anteriores, defendendo a continuidade das obras e a ampliação do programa para incluir famílias de classe média, como metalúrgicos e bancários. O presidente também apoiou a campanha para indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, destacando seu conhecimento sobre o FGTS, tema defendido por representantes do setor da construção civil presentes no evento.






