Da redação
O senador Plínio Valério, relator da Proposta de Emenda à Constituição que propõe ampliar a autonomia do Banco Central, afirmou que não recebeu sugestões de alteração da Fazenda ou da liderança do governo no Senado. Nesta terça-feira, 9, nenhuma reunião sobre o tema estava agendada. O texto será analisado pela CCJ na quarta-feira, 10.
Plínio Valério confirmou que até o momento o Ministério da Fazenda não enviou contribuições ao texto em discussão. A proposta é o principal item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e, caso aprovada nesta instância, seguirá para apreciação no plenário da Casa.
O ministro Dario Durigan, da Fazenda, declarou que pretende conversar com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para buscar um entendimento sobre um texto consensual. No entanto, Galípolo está em missão oficial na China e só retorna ao Brasil ao final da semana, o que pode influenciar no andamento das negociações.
De acordo com técnicos do Banco Central, até esta terça-feira o Ministério da Fazenda não formalizou nenhuma sugestão de alteração ao texto da PEC. Eles reforçaram que, apesar de discussões sobre o assunto, não houve encaminhamento oficial ou documento protocolado junto ao relator.
A única reunião recente envolvendo o tema aconteceu entre representantes do Senado e Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento. No entanto, conforme relato de fontes envolvidas, não houve deliberação ou formalização de proposta de mudança durante ou após este encontro.
A tramitação da PEC que amplia a autonomia do Banco Central é acompanhada de perto por integrantes do governo e representantes do setor econômico. O projeto consta como prioridade da pauta da CCJ e seu avanço nas próximas etapas legislativas depende de negociações entre os principais atores políticos e econômicos envolvidos.





