Início Ciência e tecnologia Ministra do MCTI defende políticas afirmativas para aumentar mulheres na tecnologia

Ministra do MCTI defende políticas afirmativas para aumentar mulheres na tecnologia


Da redação

Os minerais críticos ganharam destaque no cenário global por sua importância para tecnologias essenciais e a transição energética. Em maio de 2024, o Congresso Nacional discute a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), proposta pelo Projeto de Lei 2.780/2024, visando fortalecer a soberania tecnológica e o desenvolvimento econômico brasileiro.

A proposta em análise estrutura diretrizes para a pesquisa, indústria e comércio dos minerais, além de criar o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral. Esse comitê será responsável pela formulação de ações para potencializar o setor mineral nacional de forma estratégica.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) considera o projeto um avanço inicial, ao estipular que empresas invistam ao menos 0,4% da receita bruta em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou Luiz Rodrigues, do MCTI.

Entretanto, o MCTI avalia que a proposta é apenas ponto de partida e não suficiente para enfrentar limitações estruturais do país na cadeia produtiva. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, destacando a necessidade de avançar no processamento e agregar mais valor à produção nacional.

Segundo o ministério, incorporar ciência e tecnologia à política é essencial, bem como estabelecer metas e integrar o setor a outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que a aprovação da PNMCE estimule novas ações, ampliando a robustez e a autonomia do Brasil na cadeia de minerais críticos e reduzindo a dependência de tecnologias externas.

Esses minerais são fundamentais para a economia digital e para a transição energética, com aplicações que vão de comunicação à indústria de alto valor. De acordo com a Agência Internacional de Energia, a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e 94% da produção de ímãs permanentes, evidenciando o desafio brasileiro diante da concentração internacional do setor.