Início Política Ministro do MDIC afirma que Lula apoia modelo de escala 6×1

Ministro do MDIC afirma que Lula apoia modelo de escala 6×1


Da redação

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, reafirmou nesta sexta-feira, 14, que o governo federal mantém posição favorável à redução da jornada de trabalho, mesmo diante das críticas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A posição do ministério é a posição do presidente Lula, é a posição do governo. O governo apoia a ideia da redução da jornada de trabalho, baseada em uma necessidade que se impõe aos trabalhadores”, declarou após a cerimônia de posse.

Elias Rosa afirmou que sua gestão será continuidade do trabalho iniciado por Geraldo Alckmin, que chefiou o MDIC desde 2023 e descompatibilizou-se no início de abril. “A nossa grande entrega para este ano, é a conclusão de todos os projetos que estão em andamento, não é tempo de concebermos novos projetos estruturantes.” Destacou ainda o foco na Nova Indústria Brasil (NIB) e a defesa comercial, mencionando a superação de assimetrias tarifárias, inclusive com os Estados Unidos.

Sobre acordos internacionais, o ministro disse que pretende discutir com o setor privado a implementação do acordo Mercosul-União Europeia, previsto para vigorar em 1º de maio, além de avançar nas negociações com Índia, México, Canadá e Emirados Árabes Unidos. Segundo ele, há expectativa de concluir até o fim do ano o acordo entre Mercosul e Canadá.

Elias Rosa também destacou a prioridade do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData), atualmente travado no Senado após caducar em fevereiro. O ministro articula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para retomar a tramitação da proposta.

Questionado sobre a “taxa das blusinhas”, Elias Rosa reafirmou o apoio da pasta à medida, que visa proteger a indústria nacional. O presidente Lula, por sua vez, disse considerar desnecessário o aumento, reconhecendo prejuízos para consumidores de baixa renda. O aumento da alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 foi aprovado pelo Congresso em 2024 e não vetado pelo presidente.