Da redação
Em seminário realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta segunda-feira (9), ministros da infraestrutura defenderam a ampliação de investimentos em rodovias, portos, aeroportos, saneamento e habitação em parceria com a iniciativa privada. O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, ressaltou a necessidade de tornar os investimentos uma política permanente para impulsionar o crescimento do país. “O Brasil só vai avançar se nós tivermos investimentos, e gerar isso, tem que ser uma situação perene”, afirmou.
Barbalho Filho destacou o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), responsável por 85% dos lançamentos imobiliários do país. Segundo ele, o Ministério das Cidades pretende chegar a 3 milhões de contratos assinados até o fim de 2026. Ele frisou ainda que, sem a participação do setor privado, metas em mobilidade e saneamento não serão alcançadas, mesmo com os R$ 60 bilhões investidos pelo governo em saneamento. “Só assim a gente vai conseguir chegar na universalização de abastecimento de água e esgoto até 2033”, disse.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou que o Brasil possui o maior horizonte de concessões de rodovias do mundo, com previsão de R$ 400 bilhões em investimentos privados em rodovias, ferrovias e mobilidade. Segundo ele, esses aportes ocorrerão em um ciclo de prazo maior, e não apenas em quatro anos.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apontou que o Brasil enfrenta um “hiato” de investimentos em infraestrutura equivalente a 1,74% do PIB e defendeu a necessidade de R$ 218 bilhões anuais no setor. Segundo Mercadante, o Novo PAC já soma R$ 788 bilhões em investimentos desde 2023, com expectativa de atingir R$ 1 trilhão. Ele anunciou aprovação de financiamento de R$ 9,2 bilhões para melhorias em 662 km de rodovias no Paraná.
A diretora do BNDES, Luciana Costa, destacou a importância da participação do banco no mercado de capitais, setor que, segundo Gilson Finkelsztain, diretor-executivo da B3, tornou-se a principal fonte de captação das empresas. Em 2025, foram emitidos R$ 496 bilhões em debêntures, sendo R$ 172 bilhões para infraestrutura.





