Da redação
A Missão de Apuração dos Fatos na Venezuela divulgou um comunicado nesta terça-feira exigindo a libertação imediata de todos os prisioneiros políticos do país. O grupo elogiou a soltura de 50 detidos arbitrariamente, mas ressaltou que o número total de presos chega a 800, encarcerados apenas por discordarem do regime do ex-presidente Nicolás Maduro.
Segundo a nota, entre os detidos estão mulheres e pessoas com problemas de saúde. A Missão destacou que o número de libertações está muito aquém das obrigações internacionais de direitos humanos assumidas pela Venezuela. Os especialistas apontaram que as detenções arbitrárias foram documentadas de forma detalhada, comprovando o uso do sistema prisional como instrumento de repressão.
O comunicado enfatizou o impacto grave da situação sobre as famílias, que vivem sem notícias do paradeiro de seus entes queridos. De acordo com a Missão, as detenções incomunicáveis prolongadas configuram violação dos direitos humanos, afetando muitos detidos no país.
O órgão pediu ao governo venezuelano transparência e urgência, exigindo informações claras sobre próximos planos de libertação, critérios, prazos e o número de pessoas a serem soltas. A Missão lembrou que cabe ao Estado revelar condições de detenção, garantir acesso a cuidados médicos, além de permitir visitas de advogados e familiares e cessar imediatamente qualquer prática de tortura ou tratamento degradante.
Além disso, a Missão informou ter recebido relatos sobre grupos armados que realizam patrulhas, intimidam a população, inspecionam telefones e efetuam novas detenções de pessoas que manifestam opiniões políticas contrárias ao governo.






