Da redação
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) revisou, nesta terça-feira (3), de ofício, a classificação indicativa de “Desenhos Bíblicos”, exibido pela Record, de 12 anos para livre. A mudança ocorreu porque a análise anterior não aplicou integralmente a metodologia prevista.
A produção reúne 36 episódios de animação sobre passagens do Antigo e do Novo Testamento. A avaliação anterior havia citado atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito como elementos que justificavam a classificação para maiores de 12 anos.
A metodologia prevê atenuantes para conteúdos associados a rituais, tradições ou costumes de povos, religiões e comunidades. Também considera a estética infantilizada das animações e a violência fantasiosa em obras voltadas ao público infantil ou infantojuvenil. A classificação não é “censura” e busca informar as famílias sobre o conteúdo.
Mais cedo, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que recorreria da classificação inicial. Em publicação nas redes sociais, comparou o caso à transmissão do Carnaval de 2026, considerada não recomendada para menores de dez anos, apesar de conter, segundo ele, cenas de nudez explícita.
Ferreira questionou os critérios usados para diferenciar as classificações e disse que protocolará pedido de informações sobre os pareceres técnicos e os fundamentos das duas avaliações. Também anunciou um projeto de decreto legislativo para tentar revogar a portaria e chamou a decisão de “ilegal e perseguidora”, levantando a hipótese de “conveniência técnica” ou perseguição.




