Da redação
Delegados e servidores da Polícia Federal iniciaram nesta segunda-feira (9) uma mobilização nacional que paralisa grande parte das operações da instituição em 23 estados e no Distrito Federal. Batizado de “e-Pol Zero”, o movimento foi detalhado em edital enviado aos servidores e obtido pelo Metrópoles, sinalizando um impasse entre a categoria e o governo federal.
A principal orientação é suspender o despacho de novos atos e inquéritos no sistema eletrônico da PF, criando um gargalo no trâmite jurídico-policial. A mobilização afeta diversas frentes administrativas e operacionais, impactando o atendimento à população e ao setor privado.
Entre os serviços paralisados estão a emissão de passaportes, com novos agendamentos suspensos e atendimento restrito apenas a urgências comprovadas. As Delegacias de Controle de Segurança Privada (Delesp) interromperam fiscalizações e autorizações do setor, enquanto processos de registro e fiscalização de armas também foram afetados. Operações policiais de campo só ocorrerão em emergências ou flagrantes.
O protesto é conduzido por um consórcio de entidades representativas, incluindo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol), a Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal (Ansef) e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF). Segundo comunicado interno, “apenas o que for estritamente urgente terá prosseguimento”.
A principal reivindicação da mobilização é pressionar o governo federal a enviar ao Congresso o projeto de lei que cria o Fundo de Combate ao Crime Organizado (FUNCOC). Até o momento, a direção da PF não informou prazo para encerramento da paralisação ou abertura de negociações.






