Da redação do Conectado ao Poder
Em um desdobramento polêmico, o ministro Moraes determina a asfixia financeira de Eduardo Bolsonaro, visando combater possíveis crimes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou todos os bens móveis e imóveis de Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado, numa decisão inédita ocorrida no último sábado. A medida envolve a suspensão de contas bancárias e da chave Pix do parlamentar, em razão de um inquérito que investiga sua atuação nos Estados Unidos.
Com a decisão, Eduardo não poderá realizar qualquer tipo de movimentação financeira, incluindo receber ou enviar dinheiro. O salário que ele recebe da Câmara dos Deputados também ficará retido, mesmo após o término de sua licença. Moraes explicou que essa ação faz parte de uma estratégia de “asfixia financeira”, que visa interromper a continuidade dos crimes investigados.
Durante um podcast, Eduardo fez ironias sobre o bloqueio. “Acabei de ver, aqui na imprensa, que as minhas contas bancárias estão bloqueadas”, criticou, sugerindo que a ação foi tomada em nome da democracia. O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que enviou R$ 2 milhões para Eduardo nos EUA. Moraes teria utilizado essa informação para justificar a vigilância sobre o ex-presidente, que atualmente está sob monitoramento eletrônico.
Em relação a uma sobretaxa de 50% aplicada às exportações brasileiras para os EUA, Eduardo alfinetou que gostaria que as sanções fossem aplicadas contra o ministro Moraes, e não ao Brasil. No podcast, ele e um influenciador discutiram possíveis sanções que Donald Trump poderia impor às autoridades brasileiras, alegando que as sanções poderiam atingir Moraes e outros ministros do STF. “Acho que Alexandre de Moraes será sancionado debaixo do Global Magnitsky Act por violação dos direitos humanos”, sugeriu um dos participantes.
Apesar da negativa em buscar a presidência nas eleições de 2026, Eduardo ainda é visto como um possível sucessor de seu pai dentro do PL, enquanto a questão sobre sua elegibilidade permanece em debate na esfera política.




