Por Alex Blau Blau
Polícia Militar afirma que homem morto em confronto era investigado por participação no atentado contra o oficial baleado em São Caetano do Sul
A morte de Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, durante uma operação da Polícia Militar em Heliópolis, na zona sul de São Paulo, representa um novo desdobramento das investigações sobre o atentado que deixou o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos gravemente ferido. Segundo a corporação, o suspeito era apontado como o responsável por conduzir a motocicleta utilizada na ação criminosa.
De acordo com a Polícia Militar, Nego Zum era investigado por integrar o Primeiro Comando da Capital e foi localizado durante uma operação realizada na manhã desta quinta-feira. Conforme a versão apresentada pelos policiais, as equipes foram alvo de disparos ao chegarem ao local, dando início a um confronto. Dois suspeitos morreram e nenhum agente de segurança ficou ferido.
As investigações indicam que Marcelo teria participado diretamente da emboscada contra o tenente Ronickson Pimentel, baleado na cabeça no dia 27 de junho enquanto aguardava a abertura de um semáforo em São Caetano do Sul. Imagens registradas por câmeras de monitoramento mostram dois homens em uma motocicleta se aproximando da vítima antes do disparo.
Apesar da identificação do suspeito, a Polícia Civil ressalta que o inquérito continua para esclarecer toda a dinâmica do atentado, identificar outros participantes e confirmar o papel de cada investigado na ação criminosa.
As autoridades também seguem procurando Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como o homem que teria efetuado o disparo contra o policial. A Secretaria da Segurança Pública mantém a oferta de recompensa de R$ 50 mil para quem fornecer informações que auxiliem na localização do suspeito.
Enquanto as buscas prosseguem, o tenente Ronickson Pimentel permanece internado em estado grave. Segundo o boletim médico mais recente, ele apresentou evolução clínica, com redução do edema cerebral e boa resposta ao tratamento intensivo. A equipe médica mantém acompanhamento constante e segue com os procedimentos necessários para sua recuperação.
O atentado continua sendo tratado como prioridade pelas forças de segurança, que buscam esclarecer a motivação do crime e responsabilizar todos os envolvidos.




