Da redação
A enchente repentina que atingiu a região do Himalaia, na fronteira entre Nepal e Tibete, causou 157 mortes, segundo autoridades dos dois países. O desastre destruiu casas, estradas, projetos de energia e postos de fronteira, além de deixar centenas de pessoas desaparecidas.
No Nepal, o distrito montanhoso de Rasuwa foi o mais afetado, com relatos de vilas inteiras arrastadas pela correnteza. Imagens de câmeras de segurança mostraram moradores tentando escapar enquanto uma avalanche de lama, rochas e água destruía prédios, veículos e pontes. Autoridades locais alertaram para o risco de uma nova inundação devido a uma obstrução a montante do rio que separa os países.
No lado tibetano, autoridades informaram temer um alto número de vítimas após um deslizamento ter atingido um posto de fronteira no condado de Gyirong, destruindo também o porto local. A causa exata da enchente ainda não foi determinada. Relatórios iniciais sugerem a possibilidade de um terremoto, e o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências registrou um tremor de magnitude 4,4 minutos antes do desastre.
Pelo menos 384 turistas estão desaparecidos no Nepal, incluindo cidadãos da Índia, Nepal, Estados Unidos e Reino Unido, conforme a autoridade de turismo local. Segundo a agência Yonhap, ao menos oito sul-coreanos também não foram localizados. Na Índia, alertas de enchente foram emitidos para Uttar Pradesh e Bihar. O governo brasileiro lamentou as mortes, manifestou solidariedade a Nepal e China e informou que não há brasileiros entre os atingidos.



