Da redação
O Partido Liberal (PL) conseguiu eleger as maiores bancadas para a próxima legislatura tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. Apesar disso, os atuais presidentes das duas casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), têm atuado para permanecerem nos cargos, buscando apoio entre legendas do Centrão diante da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Hugo Motta avançou nas negociações para manter a presidência da Câmara em 2025, com partidos como União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania comprometidos em manter o bloco. O Solidariedade também aderiu, por temer um enfraquecimento diante da bancada de 120 deputados do PL. Embora Motta apoie Lula, a maioria das siglas do bloco declarou apoio a Flávio após o primeiro turno.
Independente do resultado presidencial, setores do Centrão querem manter o comando da Câmara a partir de fevereiro. Em caso de vitória de Lula, Motta pode contar com votos do PT como retribuição ao apoio dado na campanha. Se Flávio vencer, ele perde espaço, mas o bloco pode lançar outro nome contra Sóstenes Cavalcante (RJ) e Altineu Côrtes (RJ), cogitados pelo PL.
Davi Alcolumbre, no Senado, adota uma articulação mais discreta, ouvindo insatisfações internas e buscando apoio em Lula. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, já é citado por senadores bolsonaristas como alternativa para presidir o Senado e defende a aprovação do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes. Recentemente, Alcolumbre destacou sua autoridade ao afirmar: “A retirada de pauta se deveu à minha decisão, da presidência do Senado Federal”, em resposta a questionamento de Marinho sobre a PEC da Segurança.




