Da redação
Na abertura do ano legislativo, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacaram o papel que, segundo eles, o Congresso deve exercer em 2026. Em meio a um cenário eleitoral e frequentes atritos entre os Poderes, ambos defenderam a autonomia do Parlamento, dividiram os méritos de políticas econômicas recentes e apresentaram uma agenda própria para as próximas votações.
O senador Davi Alcolumbre adotou um tom conciliador, pedindo diálogo, equilíbrio e “paz” nas relações institucionais, mas ressaltou que a harmonia não significará recuo do Legislativo. “Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo da luta. Nossa luta é pelo Estado de Direito. Nossa luta é pelas prerrogativas parlamentares e pela autoridade deste Congresso Nacional”, afirmou Alcolumbre. Ele destacou avanços de 2025, como a regulamentação da reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, buscando associar o Congresso a entregas concretas e compartilhando créditos com o Executivo.
Já Hugo Motta adotou discurso mais pragmático e elencou como prioridades sociais, econômicas e de segurança pública para o primeiro semestre, citando a medida provisória do Gás do Povo, a PEC da Segurança Pública e discussões sobre inteligência artificial, datacenters e trabalho em plataformas digitais. Motta defendeu a autonomia do Legislativo na definição da pauta e do Orçamento, reforçando que cabe ao “plenário, soberano e independente” conduzir as decisões da Casa.
O presidente da Câmara também enfatizou a importância das emendas parlamentares e a autonomia do plenário para definir a destinação de recursos, reforçando o peso político do Legislativo na execução do Orçamento. Destacou que o plenário é “soberano e independente”, apontando a intenção de manter controle sobre pautas sensíveis ao longo do ano.
Em comum, ambos os discursos sinalizaram que o comando do Congresso pretende um papel ativo na definição dos rumos do país em 2026, mesclando apelos por estabilidade institucional com a apresentação de uma agenda própria de votações.





