Da redação do Conectado ao Poder
Organizações criticam nomeação de Jorge Messias e clamam por representatividade no Supremo Tribunal Federal.

Organizações que lutam pela paridade de gênero e raça no Judiciário criticaram a recente escolha do presidente Lula de indicar Jorge Messias como novo ministro do Supremo Tribunal Federal. A decisão, tomada em 20 de novembro de 2025, foi interpretada por essas entidades como a continuação de um padrão excludente no sistema de Justiça brasileiro.
Em uma nota conjunta, o Fórum Justiça, a Plataforma Justa e a Themis Gênero e Justiça apontaram que essa escolha representa a perpetuação de um status quo que ignora a necessidade de representatividade. No histórico de 134 anos do STF, apenas três mulheres ocuparam cadeiras no tribunal, com Cármen Lúcia sendo atualmente a única representante feminina.
De acordo com as organizações, a redemocratização do Brasil deve se refletir não apenas nas políticas públicas, mas também nas estruturas institucionais. “Governos que se afirmam progressistas precisam transformar seus discursos em práticas”, afirmaram, pedindo um compromisso concreto de Lula com a paridade de gênero e raça em futuras nomeações.
As entidades defendem que a equidade não deve ser tratada como uma concessão, mas sim como um princípio essencial para a construção de um sistema de Justiça mais justo e representativo. Elas ressaltam que a escolha de Messias poderia ser vista como um retrocesso, após décadas de luta por maior inclusão e diversidade no Judiciário.
Frente a esse contexto, o apelo é claro: é necessário que Lula estabeleça um compromisso formal e efetivo com a diversidade e a representação em todas as esferas do governo e, principalmente, nas posições de liderança do sistema de Justiça.




