Da redação
O Ministério Público Eleitoral contestou 974 registros de candidatura para as eleições de 2026 em todo o país, conforme balanço parcial de ações e pareceres apresentados até quarta-feira (26). A Justiça Eleitoral é responsável pela análise final de cada candidatura impugnada, com prazo até 14 de setembro.
As impugnações atingem candidatos com condenações criminais, por improbidade administrativa, abuso de poder político ou econômico, envolvimento com organizações criminosas, e também por irregularidades como falta de filiação partidária ou quitação eleitoral. Mais de 70% dos casos envolvem pedidos para deputado estadual e federal. São Paulo concentra 557 impugnações, seguido por Maranhão com 55, Minas Gerais (41), Paraíba (39), Distrito Federal (33) e Bahia (31).
Na disputa à Presidência da República, a Procuradoria-Geral Eleitoral contestou o registro de Pablo Marçal (PRTB), alegando que ele está inelegível até 2032 por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024 e não comprovou filiação ao partido. O Tribunal Superior Eleitoral concedeu liminar suspendendo o acesso de Marçal a recursos públicos de campanha e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita até decisão final.
O Ministério Público Eleitoral também questionou candidaturas de governadores e vices em seis Estados e no Distrito Federal, incluindo José Roberto Arruda (PSD) no Distrito Federal e Anthony Garotinho (Republicanos) no Rio de Janeiro, além de apresentar pedidos com base em vínculos de candidatos com o crime organizado. Houve ainda contestações a documentos de regularidade partidária por descumprimento da cota de gênero e irregularidades em prestações de contas, com 13 Draps questionados em seis Estados. O prazo para novas impugnações segue aberto.



