Da redação
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas estão longe de ser atingidos até 2030, conforme avaliação de Niamh Collier-Smith, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento na Tailândia. O déficit anual de financiamento dos objetivos chega a US$ 4 bilhões, segundo Collier-Smith.
O atraso ocorre em meio a crises contínuas que afetam recursos e desenvolvimento mundial. Conforme a representante, a crise de segurança energética, agravada por conflitos no Oriente Médio, pode ter causado até US$ 299 bilhões de perdas na Ásia-Pacífico e levado mais de oito milhões de pessoas à pobreza. Além disso, três quartos do Produto Interno Bruto da região dependem de infraestrutura natural sob risco devido à redução de 60% da vida selvagem.
Niamh Collier-Smith destacou que, diante de choques sucessivos e instabilidade global, os objetivos de desenvolvimento são orientações fundamentais para promover mudanças eficazes. Ela ressaltou ainda que o financiamento privado, para ser efetivo, depende de sinais claros aos investidores, regulamentação adequada e mecanismos de proteção para maior resiliência dos países.
Nos últimos anos, a Tailândia manteve liderança entre os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático no Índice dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ocupando a 43ª posição entre 169 países avaliados. Collier-Smith informou também que o Relatório do Desenvolvimento Humano do Pnud de 2026 trará o Índice de Relação com a Natureza, que medirá os benefícios econômicos dos recursos naturais e os custos provocados pela sua perda.





