Início Política Na Alemanha, Mendonça vive semana de homem mais poderoso do Brasil

Na Alemanha, Mendonça vive semana de homem mais poderoso do Brasil


Da redação

Durante seminário realizado na última semana em Frankfurt, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, foi o centro das atenções, tanto pelo protagonismo no evento quanto por sua atuação decisiva no Brasil. Mendonça, relator do caso Master desde novembro de 2023, determinou à distância a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto participava do ciclo de debates “Regulation & Investment” na Universidade Goethe.

O encontro, organizado por Ricardo Campos, especialista em legislação digital e professor da instituição, teve como objetivo promover o intercâmbio acadêmico entre brasileiros e alemães. A programação, segundo Campos, foi definida antes do avanço do caso Master. Entre os nomes presentes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, além de ministros do governo Lula e representantes do mercado financeiro.

O ambiente do evento, realizado em um prédio histórico que já abrigou o general Dwight Eisenhower após a Segunda Guerra, ganhou contornos ainda mais relevantes diante da ação de Mendonça. No sábado (28), o ministro deu 72 horas para a PGR se manifestar sobre a prisão de Vorcaro, enquanto participava de um painel ao lado de Hugo Motta, presidente da Câmara.

Durante sua estadia em Frankfurt, Mendonça evitou se pronunciar sobre o caso, mesmo diante das relações entre palestrantes e o julgamento em curso. Na quarta-feira (4), deixou momentaneamente o evento para determinar a prisão de Vorcaro e outros investigados, retornando depois sem alterar sua rotina.

Após questionamentos quanto a possíveis conflitos de interesse, Campos negou qualquer relação, apontando que Mendonça não mistura trabalho e confraternizações. Em resposta a críticas sobre contratos do Instituto Iter, fundado pelo ministro, Mendonça afirmou em rede social que 90% dos lucros serão doados a obras sociais e 10% à igreja da qual é pastor.